EUPNEA é um ensemble de vozes e flautas liderado pela cantora e compositora Vera Morais. Constituído por cantoras e flautistas oriundas de backgrounds diversos – do avant-jazz europeu à música contemporânea – a sua música celebra as semelhanças entre os dois instrumentos: o timbre, a tessitura, os processos de produção do som. Mais do que um conjunto de músicos atomizados, EUPNEA é um instrumento em si mesmo: um órgão de tubos humano que respira interdependência sónica, resultando numa nova espécie de música de câmara despretensiosa, humana e imersiva.

EUPNEA is a vocal and flute ensemble led by the singer and composer Vera Morais. Comprising singers and flautists from diverse backgrounds – ranging from European avant-jazz to contemporary music – their music celebrates the similarities between the two instruments: their timbre, tessitura and sound production processes. More than just a collection of individual musicians, EUPNEA is an instrument in its own right: a human pipe organ that breathes sonic interdependence, resulting in a new kind of unpretentious, human and immersive chamber music.

Vera Morais – voz, composição, texto

Līva Dumpe – voz

Sarah van Eijk – voz

Teresa Costa – flauta, piccolo

Ketija Ringa-Karahona – flauta, flauta alto, piccolo

Vera Morais

Vera Morais é uma cantora e improvisadora/compositora natural do Porto. O seu trabalho situa-se entre a música improvisada, o avant-jazz e a música contemporânea, sendo os seus principais pontos de interesse nestas músicas a permeabilidade entre composição e improvisação e as possibilidades extra-convencionais da voz a nível sónico e expressivo. Está atualmente sediada entre o Porto e Amsterdam (Países Baixos).

Apresenta-se regularmente em duo com o saxofonista Hristo Goleminov, com quem editou o álbum “Consider the Plums” (Carimbo Porta-Jazz, 2022); e com o trio Novelo Vago – um toy ensemble que co-lidera com a flautista Teresa Costa e a pianista Inês Lopes – com quem editou o álbum “Live in Porto: a protest in the form of an album” de forma independente em 2023.

Em fevereiro de 2024 estreou um novo ensemble a convite do 14o Festival Porta-Jazz, e com quem editou o álbum “é apenas um pouco tarde” (Carimbo Porta-Jazz). Encontra-se neste momento a trabalhar no álbum de estreia de EUPNEA, o seu ensemble de vozes e flautas.

É também cocriadora de dois projetos interdisciplinares: o coletivo LIÇO (com Mariana Anacleto, Teresa Costa, Beatriz Lerer Castelo e Diana Gil), e a performance “Galatea” (em colaboração com a cravista Katerina Orfanoudaki, a saxofonista Nicky Kokkoli, a cantora Maria Kritsotaki e a artista visual/ceramista Klaudia Kazmierczak).

Dirige o Queer Choir Amsterdam – uma iniciativa artística e social fundada pelxs artistas Rah Naqvi, Shreya de Souza e Mylou Oord – e é co-curadora do ciclo de concertos Improbellissimo com Raoul van der Weide. Integra também o coletivo Orbits, com quem organizou em abril de 2024 um festival de música criativa em Amesterdão.

Estudou no Conservatório de Música do Porto, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Politécnico do Porto) e no Conservatorium van Amsterdam. Em 2024 foi recipiente do prémio “Artista Revelação” da RTP/Festa do Jazz.

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Teresa Costa

Teresa Costa é uma flautista natural do Porto cujo trabalho se reparte entre performance de música antiga, orquestral, contemporânea e projectos de natureza interdisciplinar.

Em 2021 terminou o mestrado em performance no Conservatório de Amesterdão. Em 2023 integrou a Academia Gustav Mahler e o ULYSSES Ensemble, tendo-se agregado ao Ensemble Intercontemporain no festival ManiFeste do IRCAM. Colaborou com a Royal Concertgebouw Orchestra, o Remix Ensemble Casa da Música, a De Nieuwe Philharmonie Utrecht, o Jong Nederlands Blazers Ensemble e a Residentie Orkest. Em 2021 colaborou com Maria Magdalena Kozlowska na co-criação de COMMUNE (teatro Frascati) e em 2022 fez parte do elenco de “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” (A Turma) com música composta por João Grilo e encenação de António Afonso Parra.

Está envolvida em projectos de música contemporânea e/ou original como duo Suzanne, Ladrem, pardais!, Sketch351 (artista em residência do festival Dag in de Branding), Vera Morais EUPNEA e Novelo Vago. Desenvolve performances para a infância com o colectivo Kleintjekunst. Faz parte de LIÇO, com quem investiga o cruzamento do canto a vozes com os ofícios da lã.

Em 2024 desenvolveu trabalho de criação no CURA, DAS Bologna, Associação Porta-Jazz e Teatro de Ferro; em 2025 na fábrica Cerâmica Rocha com o projecto “Ecos de Grés”. Participa nos últimos discos de André Júlio Turquesa, Guy Salamon, Fuensanta, Gabriel Milliet e Joana Raquel.

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Sarah van Eijk

Sarah van Eijk é uma cantora e violinista Italo-Neerlandesa sediada em Amesterdão. Estudou violino clássico no Conservatorio di Musica di Vicenza (Itália) e no Prins Claus Conservatorium (Países Baixos); e canto jazz no Conservatorium van Amsterdam (Países Baixos). Alguns dos projetos em que participou como performer incluem Noord Nederlands Orkest & Mike Boddé, Opera Spanga, Patricia Zanco, Floris Kappeyne, Sanne Bokkers, Sofie Porro, Farbenfroh e Syncage. Atualmente é parte do ensemble EUPNEA liderado por Vera Morais.

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Līva Dumpe

Līva Dumpe é uma cantora letã sediada em Amesterdão. Aprendeu a expressar-se desde muito cedo através do piano, do canto e da escrita de canções. Continuou a sua educação musical como cantora de jazz em Riga, tendo sido laureada com vários prémios ao longo do seu percurso. Em 2022 formou o seu quinteto, Līva Dumpe Quintet. Recentemente começou a desenvolver um projeto a solo, inspirado nas tradições rituais e simbólicas da Letónia. Para além da sua prática individual, Līva colaborou com artistas/grupos tais como Louis Cole & Metropole Orkest, Brad Mehldau, Joris Roelofs, Fuensanta, Ben van Gelder, Kika Sprangers, Marta Arpini, Flatland Prayer, Meander Trio, Federica Lorusso Quintet, entre outros.

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Ketija Ringa-Karahona

Ketija Ringa-Karahona é uma flautista letã sediada nos Países Baixos desde 2019. Em 2025 concluiu o seu mestrado no departamento de Jazz do Conservatorium van Amsterdam após vários anos de formação clássica. Colaborou com artistas proeminentes no universo do jazz e da música improvisada, tais como Petter Eldh, Kit Downes, Mary Halvorson, Reinier Baas, Ernst Reijseger e Pablo Held, entre outros. Para além disso, conta também com vários prémios e menções ao longo da sua carreira, como Keep An Eye Outstanding Talent Award (2022) e Laren Jazz Award (2023), mas também recipiente do Edison Award 2025 como parte do Kika Sprangers Large Ensemble.

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