




Mariana Dionísio e João Carreiro debruçam-se sobre os textos de uma missa fúnebre e propõem-se apresentar um REQUIEM num formato improvisado, despido e frágil, distanciando-se inevitavelmente da tradicional composição massiva e imponente, característica deste género. Nessa fragilidade, reforçada pela escolha de uma formação pequena e de um material aberto e permeável à exploração formal e tímbrica, procuram um comprometimento entre o temor e a beleza numa evocação em homenagem aberta.
Mariana Dionísio and João Carreiro examine the texts of a funeral mass and propose a REQUIEM in an improvised, stripped-down and fragile format. The artists inevitably distance themselves from the traditional massive and imposing composition typical of this genre. In this fragility, reinforced by the choice of a small ensemble and material that is open and permeable to formal and timbral exploration, they seek a compromise between awe and beauty in an evocation as an open homage.
Mariana Dionísio - Voz / Voice
João Carreiro - Guitarra / Guitar
Cantora, improvisadora e compositora. Tem questionado o papel da voz na tradição musical e explorado as suas possibilidades técnicas, tímbricas e formais, bem como o seu potencial poético enquanto expressão sonora da palavra. De formação clássica em piano pelo Conservatório Nacional de Lisboa, e uma licenciatura Voz-Jazz pela Escola Superior de Musica de Lisboa, Mariana insere-se sobretudo no panorama jazzístico, experimental e contemporâneo. Entre vários projetos que leva a cabo atualmente, mantém ativamente uma série de outras colaborações em duo, como LUMP com o trompetista João Almeida, TRACAPANGÃ com o baterista João Pereira, Projeto REQUIEM com o guitarrista João Carreiro, o duo de vozes ARNAUT/DIONISIO com Leonor Arnaut ou duo com a flautista Clara Saleiro. Dirige o ensemble vocal LEIDA para o qual compõe e desenvolve o seu trabalho voz-solo.
Guitarrista e improvisador, João Carreiro move-se entre os terrenos do experimental, improv e jazz, com particular foco na exploração sónica da guitarra. O seu percurso académico começou no Conservatório Regional Silva Marques, na vertente clássica, seguindo-se a formação em jazz na escola do Hot Clube de Portugal e na Escola Superior de Música de Lisboa, onde se licenciou em guitarra jazz. Em Junho de 2022 lançou o seu primeiro disco enquanto líder, “Pequenos desastres”, em quinteto com Gonçalo Marques, Albert Cirera, Demian Cabaud e João Lopes Pereira, editado pela Robalo Music. Integra vários projectos tais como: SONIC TENDER (trio com Guilherme Aguiar e João Valinho), REQUIEM (duo com Mariana Dionísio), TALAGBUSAO (quarteto com João Gato/Margaux Oswald e João Valinho), SUMO (duo com o guitarrista André Matos). É membro fundador da associação Robalo Music. Camuflando a identidade da guitarra através de pedais e técnicas estendidas, ou deambulando em esboços e pequenos motivos, constrói um universo musical próprio em formato aberto e focado na escuta. Tem vindo a reunir este trabalho em EPs tais como os já lançados I, II e III. Em 2025, João Carreiro desenvolve o seu projeto a solo, no qual apresenta composições originais, mantendo o instinto da improvisação como elemento central.