Manifesto para o Bem Comum

Orquestra Sinfonietta de Braga e Samuel Martins Coelho

Concerto

7 Nov

18h00

Manifesto para o Bem Comum é uma obra para orquestra de cordas e electrónica, escrita por Samuel Martins Coelho a convite da Sinfonietta de Braga. A obra assume-se como um gesto de escuta: uma tentativa de pensar o comum a partir do som, da sua fricção, da sua diversidade tímbrica e das suas múltiplas possibilidades de transformação. Nesse espaço, a multiplicidade de cores sonoras torna-se metáfora de convivência, onde as diferenças não se anulam, mas coexistem e se interpenetram. A obra parte de uma pergunta: o que pode significar hoje o bem comum num tempo cada vez mais polarizado, marcado pela velocidade e pelo ruído? Em vez de propor uma resposta, constrói um campo de relação entre orquestra e electrónica, tratadas não como entidades separadas, mas como materiais permeáveis que se atravessam continuamente. O som organiza-se menos por oposição do que por contaminação. Neste contexto, o comum não existe como ponto de partida, mas como processo em formação. Acontece na escuta e na relação entre materiais, ideias e camadas sonoras, expostos numa condição de vulnerabilidade partilhada. Escutar deixa de ser um gesto passivo e torna-se uma condição ética: a disponibilidade para ser afectado, deslocado e transformado. Mais do que representar uma ideia de comunidade, a obra propõe uma prática de coexistência do diferente sem o reduzir a unidade. O comum surge, assim, não como consenso, mas como fricção contínua entre presenças, silêncios e memórias. A electrónica, interpretada ao vivo pelo compositor, amplia este território, expandindo o universo tímbrico da orquestra criando um espaço onde se entrelaçam na escuta.

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Samuel Martins Coelho

Samuel Martins Coelho (1980) tem feito um percurso de descoberta e constante reinvenção da sua linguagem musical. Com raízes na música clássica, tem vindo a desenvolver uma linguagem muito própria, utilizando diversas fontes sonoras. O seu trabalho atravessa vários géneros e universos musicais, desde a música clássica, conceptual e experimental à improvisação.

A sua atividade artística desenvolve-se em vários projetos, tais como: Samuel Martins Coelho, EL RUPE, Estranhofone, Mods Collective, Space Ensemble, Escola do Rock, Pata Física, colaborando também nos projetos Ondamarela, NACO, Miguel Ramos, Gnomon, Hot Air Baloon e Atic. Em 2017 foi artista residente do AiR Programme, em Malta (Gozo), no âmbito do programa da Fondazzjoni Kreattivitá e Valletta 2018 (Capital Europeia da Cultura).

Nos últimos anos, tem colaborado como diretor musical, compositor e instrumentista com companhias de teatro como Teatro Experimental do Porto, Máquina Agradável, Comédias do Minho e Teatro Oficina. Desenvolve atividades com as comunidades e lidera intervenções musicais criativas, dirigidas a crianças e ao público em geral.

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Orquestra Sinfonietta de Braga

A Orquestra Sinfonietta de Braga tem vindo a consolidar uma intensa atividade artística, colaborando regularmente com alguns dos mais destacados intérpretes, maestros e criadores nacionais e internacionais, e mantendo estreitas relações com agrupamentos e estruturas de referência, entre os quais o Drumming GP, a Musicamera Produções, o Quarteto de Cordas de Matosinhos, Quarteto Contratempus entre outros.

Nos últimos anos, partilhou o palco com artistas portugueses de reconhecido percurso nacional e internacional, como Eliot Lawson, Ana Vieira Leite, Pedro Meireles, Sérgio Pires, Martim Sousa Tavares, Jean-Marc Burfin, Samuel Martins Coelho entre muitos outros, afirmando simultaneamente uma crescente dimensão internacional através da colaboração com intérpretes como Svetlin Roussev, Andrey Baranov, Rakhi Singh, Narek Hakhnazaryan, David Cohen e Ilya Gringolts.

Estas colaborações têm-se desenvolvido tanto no âmbito da programação regular da Orquestra como através de projetos próprios, entre os quais se destacam o Festival Arcada, o ciclo Falando de Música, o projeto de criação operática Re:Opera e Arco da Corda Nova, a primeira edição discográfica da Sinfonietta de Braga, criada em colaboração com Artur Caldeira e dedicada ao diálogo entre a música tradicional portuguesa, a guitarra e a orquestra de cordas.

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Manifesto para o Bem Comum é uma obra para orquestra de cordas e electrónica, escrita por Samuel Martins Coelho a convite da Sinfonietta de Braga. A obra assume-se como um gesto de escuta: uma tentativa de pensar o comum a partir do som, da sua fricção, da sua diversidade tímbrica e das suas múltiplas possibilidades de transformação. Nesse espaço, a multiplicidade de cores sonoras torna-se metáfora de convivência, onde as diferenças não se anulam, mas coexistem e se interpenetram. A obra parte de uma pergunta: o que pode significar hoje o bem comum num tempo cada vez mais polarizado, marcado pela velocidade e pelo ruído? Em vez de propor uma resposta, constrói um campo de relação entre orquestra e electrónica, tratadas não como entidades separadas, mas como materiais permeáveis que se atravessam continuamente. O som organiza-se menos por oposição do que por contaminação. Neste contexto, o comum não existe como ponto de partida, mas como processo em formação. Acontece na escuta e na relação entre materiais, ideias e camadas sonoras, expostos numa condição de vulnerabilidade partilhada. Escutar deixa de ser um gesto passivo e torna-se uma condição ética: a disponibilidade para ser afectado, deslocado e transformado. Mais do que representar uma ideia de comunidade, a obra propõe uma prática de coexistência do diferente sem o reduzir a unidade. O comum surge, assim, não como consenso, mas como fricção contínua entre presenças, silêncios e memórias. A electrónica, interpretada ao vivo pelo compositor, amplia este território, expandindo o universo tímbrico da orquestra criando um espaço onde se entrelaçam na escuta.

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Manifesto para o Bem Comum is a work for string orchestra and electronics, composed by Samuel Martins Coelho at the invitation of the Braga Sinfonietta. The work presents itself as an act of listening: an attempt to reflect on the common good through sound, its friction, its timbral diversity and its myriad possibilities for transformation. Within this space, the multiplicity of sonic colours becomes a metaphor for coexistence, where differences do not cancel each other out, but coexist and interpenetrate. The work begins with a question: what might the common good mean today in an increasingly polarised age, marked by speed and noise? Rather than offering an answer, it constructs a field of interaction between orchestra and electronics, treated not as separate entities but as permeable materials that continually intersect. Sound is organised less by opposition than by intermingling. In this context, the common does not exist as a starting point, but as a process in the making. It arises through listening and in the relationship between materials, ideas and layers of sound, exposed in a state of shared vulnerability. Listening ceases to be a passive act and becomes an ethical condition: a willingness to be affected, displaced and transformed. Rather than representing an idea of community, the work proposes a practice of coexistence between differences without reducing them to a single unity. The ‘common’ thus emerges not as consensus, but as continuous friction between presences, silences and memories. The electronic elements, performed live by the composer, broaden this territory, expanding the orchestra’s timbral universe and creating a space where these elements intertwine through listening.

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Samuel Martins Coelho

Samuel Martins Coelho (1980) tem feito um percurso de descoberta e constante reinvenção da sua linguagem musical. Com raízes na música clássica, tem vindo a desenvolver uma linguagem muito própria, utilizando diversas fontes sonoras. O seu trabalho atravessa vários géneros e universos musicais, desde a música clássica, conceptual e experimental à improvisação.

A sua atividade artística desenvolve-se em vários projetos, tais como: Samuel Martins Coelho, EL RUPE, Estranhofone, Mods Collective, Space Ensemble, Escola do Rock, Pata Física, colaborando também nos projetos Ondamarela, NACO, Miguel Ramos, Gnomon, Hot Air Baloon e Atic. Em 2017 foi artista residente do AiR Programme, em Malta (Gozo), no âmbito do programa da Fondazzjoni Kreattivitá e Valletta 2018 (Capital Europeia da Cultura).

Nos últimos anos, tem colaborado como diretor musical, compositor e instrumentista com companhias de teatro como Teatro Experimental do Porto, Máquina Agradável, Comédias do Minho e Teatro Oficina. Desenvolve atividades com as comunidades e lidera intervenções musicais criativas, dirigidas a crianças e ao público em geral.

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Orquestra Sinfonietta de Braga

A Orquestra Sinfonietta de Braga tem vindo a consolidar uma intensa atividade artística, colaborando regularmente com alguns dos mais destacados intérpretes, maestros e criadores nacionais e internacionais, e mantendo estreitas relações com agrupamentos e estruturas de referência, entre os quais o Drumming GP, a Musicamera Produções, o Quarteto de Cordas de Matosinhos, Quarteto Contratempus entre outros.

Nos últimos anos, partilhou o palco com artistas portugueses de reconhecido percurso nacional e internacional, como Eliot Lawson, Ana Vieira Leite, Pedro Meireles, Sérgio Pires, Martim Sousa Tavares, Jean-Marc Burfin, Samuel Martins Coelho entre muitos outros, afirmando simultaneamente uma crescente dimensão internacional através da colaboração com intérpretes como Svetlin Roussev, Andrey Baranov, Rakhi Singh, Narek Hakhnazaryan, David Cohen e Ilya Gringolts.

Estas colaborações têm-se desenvolvido tanto no âmbito da programação regular da Orquestra como através de projetos próprios, entre os quais se destacam o Festival Arcada, o ciclo Falando de Música, o projeto de criação operática Re:Opera e Arco da Corda Nova, a primeira edição discográfica da Sinfonietta de Braga, criada em colaboração com Artur Caldeira e dedicada ao diálogo entre a música tradicional portuguesa, a guitarra e a orquestra de cordas.

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