Silvestre Pestana

Poeta, artista plástico e performer

Natural do Funchal, Silvestre Pestana (1949-) é uma das figuras mais radicais da arte contemporânea portuguesa. Poeta, artista plástico e performer, criou desde os finais dos anos 1960 uma obra singular através de uma grande diversidade de disciplinas. Pestana é licenciado em Artes Gráficas e Design pela ESBAP, mestre em Ensino de Arte e Design pela De Montford University. Foi professor da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra. Estudou Televisão e Música Electrónica na Universidade de Estocolmo. A sua obra impõe-se pela radicalidade das intervenções que, desde o primeiro momento, se apoiam num intencional hibridismo resultante do jogo e permutação entre signos linguísticos e signos não linguísticos. A contaminação que, nos anos 1960 e 70, deriva da utilização de material gráfico diverso, passará a encontrar, nos anos 80, um apoio na utilização do vídeo e dos meios informáticos. A este nível, pode dizer-se que a sua poesia para computador abriu novos rumos à poesia experimental. Misturando frequentemente, e de um modo intencional, questões relacionadas com a materialidade e a mediação, na sua obra os procedimentos baseados em sistemas digitais aparecem misturados com a representação de carácter analógica. Os seus trabalhos recentes, no âmbito da performance, em espaços reais ou virtuais como o Second Life, são fundamentais para aferir o modo como as práticas experimentalistas interferem com as práticas sociais em que se articulam. A exposição Silvestre Pestana: Tecnoforma em Serralves foi a primeira grande exposição museológica dedicada à obra de Silvestre Pestana. No ano seguinte apresentou Breathless no Museum of Contemporary Art of Santa Barbara em parceria com o espaço Uma Certa Falta de Coerência e, recentemente, participou na exposição de Poesia Experimental Portuguesa na CAIXA Cultural Brasília, Brasil. Silvestre Pestana foi distinguido em 2019 com o Prémio AICA.

Born in Funchal, Silvestre Pestana (1949–) is one of the most radical figures in contemporary Portuguese art. A poet, visual artist and performer, he has been creating a unique body of work across a wide range of disciplines since the late 1960s. Pestana holds a degree in Graphic Arts and Design from ESBAP and a Master’s degree in Art and Design Education from De Montfort University. He was a lecturer at the School of Education of the Polytechnic Institute of Coimbra. He studied Television and Electronic Music at Stockholm University. His work stands out for the radical nature of his interventions, which, from the very outset, have been based on an intentional hybridity resulting from the interplay and permutation of linguistic and non-linguistic signs. The fusion that, in the 1960s and 70s, stemmed from the use of diverse graphic material came to find expression, in the 1980s, through the use of video and computer-based media. In this respect, it can be said that his computer poetry has opened up new avenues for experimental poetry. Frequently and intentionally blending issues related to materiality and mediation, his work combines procedures based on digital systems with analogue forms of representation. His recent works, in the field of performance, in real or virtual spaces such as Second Life, are fundamental to assessing how experimental practices interact with the social practices within which they are embedded. The exhibition ‘Silvestre Pestana: Tecnoforma’ at Serralves was the first major museum exhibition dedicated to the work of Silvestre Pestana. The following year, he presented ‘Breathless’ at the Museum of Contemporary Art in Santa Barbara, in partnership with the gallery ‘Uma Certa Falta de Coerência’, and recently took part in the exhibition ‘Portuguese Experimental Poetry’ at CAIXA Cultural in Brasília, Brazil.
Silvestre Pestana was awarded the AICA Prize in 2019

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