A atividade artística de Luís Fernandes (Braga, 1981) tem sido marcada pela multiplicidade de abordagens e formatos, repartindo-se por projetos coletivos, colaborações pontuais e trabalho individual; por atividade performativa, composicional e expositiva; e pelo estabelecimento de relações com diferentes campos disciplinares. É elemento fundador da banda peixe : avião e membro do coletivo La La La Ressonance. Mantém, desde 2014, um prolífico duo com a pianista Joana Gama com o qual colaborou com Ricardo Jacinto, José Alberto Gomes, Drumming GP, Orquestra Metropolitana e a Orquestra de Guimarães. Adicionalmente, o seu percurso tem sido marcado por encontros com um alargado leque de artistas, incluindo Hans-Joachim Roedelius/Qluster, Black Bombaim, Rhys Chatham, Pierce Warnecke, André Gonçalves, Lloyd Cole, Rodrigo Leão, Sensible Soccers, Victor Hugo Pontes, Nuno M. Cardoso, João Pedro Rodrigues / João Rui Guerra da Mata ou Salomé Lamas.

O ano de 2019 acrescentou uma nova dimensão à sua atividade individual, com a edição de “Demora” (Room40) e “Seis Peças Sintetizadas” (Holuzam), discos que assinou, pela primeira vez, em nome próprio. É a partir deste corpo de trabalho que nos é proposta uma nova etapa. Um novo disco, “A guide to getting lost”, a editar pela Revolve; e a exploração da eletrónica em tempo real como ponto de partida para um conjunto de espetáculos, nos quais Fernandes tecerá composições particulares no momento, percorrendo uma linha ténue entre a possibilidade do erro e o deslumbramento da descoberta.

The artistic activity of Luís Fernandes (Braga, 1981) has been characterised by a multiplicity of approaches and formats, ranging from collective projects, occasional collaborations and individual work; by performative, compositional and exhibition activity; and by the establishment of different disciplinary fields. He is a founding member of the band peixe : avião and a member of the collective La La La Ressonance. Since 2014, he has maintained a prolific duo with the pianist Joana Gama, a duo that has already collaborated with Ricardo Jacinto, José Alberto Gomes, Drumming GP, Orquestra Metropolitana and Orquestra de Guimarães. His career has also been marked by encounters with a wide range of artists, including Hans-Joachim Roedelius/Qluster, Black Bombaim, Rhys Chatham, Pierce Warnecke, André Gonçalves, Lloyd Cole, Rodrigo Leão, Sensible Soccers, Victor Hugo Pontes, Nuno M. Cardoso, João Pedro Rodrigues / João Rui Guerra da Mata or Salomé Lamas.

2019 added a new dimension to his individual activity with the release of "Demora" (Room40) and "Seis Peças Sintetizadas" (Holuzam), albums that he signed for the first time in his own name. It is from this body of work that a new stage is proposed. A new album, "A guide to getting lost", to be released by Revolve; and the exploration of electronica as the starting point for a series of shows in which Fernandes will weave particular compositions into the moment, treading a fine line between the possibility of error and the dazzle of discovery.

Ficha artística / Artistic description:

Eletrónica / Electronics - Luís Fernandes

Luís Fernandes

Luís Fernandes (1981) é um músico, artista sonoro e curador baseado em Braga. Para além de um trabalho consistente no domínio da música eletrónica exploratória, tem colaborado com um vasto leque de artistas nos últimos anos, incluindo algumas figuras-chave da música moderna portuguesa e artistas internacionais, como Hans-Joachim Roedelius, Rhys Chatham e Toshimaru Nakamura.

Compõe também música para cinema, vídeo, teatro, dança contemporânea e instalações. O seu trabalho tem sido analisado e destacado por publicações como The Wire, The Arts Desk, Guardian, The Liminal, No Modest Bear, Visitation Rites, Les Inrockuptibles e várias publicações portuguesas.

Foi professor convidado no Berklee College of Music - Valencia, Elektra - Festival d'arts numériques (Montreal), Fundação de Serralves, Off the page - The Wire, Universidade Católica Portuguesa, MAAT, Ars Electronica e Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (Porto).

Luis Fernandes é também diretor artístico do Festival Semibreve, desde 2011, e do gnration, desde 2014. Fez parte da comissão de candidatura de Braga a Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts (2015-2017) e é o responsável pela coordenação artística do projeto.

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